Birthday Eve
Capítulo 15
A luta. O teste. A Academia Melody
Eve correu os olhos pelo jardim, a respiração calma, mas a pulsação batendo forte em seu pescoço. Uma de suas mãos estava projetada para a frente, a espera, enquanto a outra aguardava um pouco atrás da primeira. Era a esquerda que aguardava, já que ela batia mais forte.
O movimento atrás de si a pegou de surpresa apenas por um único segundo, e seu corpo girou numa espécie de pirueta, com a graça de uma dança e a violência de uma arma. O inimigo bloqueou imediatamente seu golpe, e ainda segurou a perna que pegara, fazendo em seguida um movimento rápido demais que a desequilibrou, mas que serviu para libertar sua perna cativa.
Eve sentiu mais que viu o golpe chegando, e o rechaçou usando o braço esquerdo, o que acabou sendo um erro, já que seu braço mais forte agora estava totalmente dormente com a força do impacto. Ela sentia que ainda não estava preparada para aquele tipo de luta feroz e sem reservas, mas dava o máximo de si, tentando desesperadamente sobreviver ao máximo naquilo.
Em desespero, lançou-se num ataque com as pernas, e derrubou o inimigo na grama, mas ele se recuperava rápido demais. Avançou contra ela e seus corpos se chocaram. Eve aproveitou o corpo-a-corpo e plantou alguns socos poderosos direto no nariz dele, mas teve que se afastar. Ela era fraca ainda, dificilmente bateria mais forte que ele.
Separaram-se e ficaram se examinando nos olhos, procurando fraquezas um no outro. O oponente correu em direção a ela, e no último instante a ruiva conseguiu se desviar, tentando também atingi-lo nas costas. A armadilha do oponente funcionara, quando a menina tentou pegá-lo por trás ele girou, derrubou-a com uma rasteira e subiu em cima dela, encostando a ponta dos dedos em sua garganta.
"Eu desisto”
Tristan sorriu, saiu de cima da ruiva e se espreguiçou. Tocou o nariz que inchava em seu rosto, e checou se não tinha sangue escorrendo. Eve demorou um pouco mais pra levantar, pois ainda estava tonta da queda, e então sorriu.
“E então, como foi?” Perguntou ela.
“Muito bom!” Sorriu o rapaz, repentinamente a abraçando. “Se você continuar assim, logo será capaz de vencer qualquer um! E de disputar nos torneios de karatê e judô também!”
Eve negou com a cabeça, e então correu até as toalhas e garrafas d’água. Ela não tinha o menor interesse em lutar nos grandes torneios inter-estaduais, como Tristan fazia. Não. Ela ainda nem ao menos sabia porque tivera tanta vontade que o garoto lhe ensinasse a lutar, mas seu maior desejo, e sua meta, era simplesmente vencer Tristan algum dia, mesmo que ela percebesse que a cada dia isso ficava mais difícil de se realizar.
Depois de tomar alguns muitos litros d’água, ela decidiu ir tomar banho. Tristan levou as toalhas e garrafas vazias para a cozinha, e decidiu começar a fazer o café da manhã, sabendo que Eve voltaria mais que faminta.
A primeira semana do novo ano viera e agora se fora, e ele ainda não tinha parado para conversar com ela sobre devolvê-la. A cada dia o pequeno cartão com o endereço que Arty lhe dera pesava em seu bolso e em sua consciência. Havia dias em que ele levantava da cama com a certeza que naquele dia falaria com Eve. E havia outros dias em que a simples idéia de mandá-la embora apertava seu coração como um punho de ferro.
As divagações terminaram em dor, pois em sua distração deixara gordura fervente espirrar em sua mão. Largou a frigideira e o ovo que fritava voou e espatifou-se no chão, sujando bastante o piso e seus tênis.
Xingando alto, ele abaixou-se para limpar a sujeirada, enquanto a dor nas mãos aos poucos sumia. Levantou a cabeça, e quase estourou o crânio contra o canto da mesa. Enfiou a cabeça inteira debaixo da torneira aberta e gritou mentalmente consigo mesmo. Não podia ficar assim, nesse jeito meio zumbi, meio lunático, em que passara os últimos dias. Se era pra tomar uma decisão, que tomasse de uma vez.
A porta se abriu, e alguém entrou na cozinha. Era agora, agora ou nunca, que ele diria isso a Eve. Que ele não a amava, que ele não poderia ficar com ela ali para sempre. Que talvez... não, que realmente era preciso devolvê-la para onde ela foi criada. Que encontrariam alguém melhor para ela, um namorado perfeito para ela, já que afinal era a namorada perfeita. Alguém que a respeitasse como era preciso, que lhe desse o carinho e amor que ela precisava, que pudesse oferecer um lar melhor, roupas melhores, uma vida mais fácil. Que não a arriscasse tanto, que não a deixasse ser levada por desconhecidos ou ter outro reboot, que soubesse entender o que se passava com ela. Que soubesse tudo sobre Eve Bell.
Tristan saiu de debaixo da torneira, espirrando água para todos os lados, e se dirigiu a quem entrara.
“Eve, eu...” Ele se calou. Riza o encarava, ligeiramente corada. Ela segurava um grosso envelope pardo, e pareceu vacilar um instante antes de sorrir para ele como sempre.
“Tristan, o que você está fazendo?” Ela estranhou “Você está completamente encharcado!”
Só agora que ele percebera que sua cabeça muito molhada deixara escorrer água para suas roupas. Ele deu de ombros.
“O que é isso?” Perguntou, voltando-se para o fogão e quebrando outro ovo na frigideira.
“Teste de admissão” Respondeu ela. “Onde está a ruiva?”
“Tomando banho”
Riza sorriu para ele.
“E por que você não está lá com ela, agora?”
Tristan deixou cair o segundo ovo do dia. Chega. Ele faria panquecas.
“Ei, estou só brincando!” Riu a morena, suspirando e sentando-se na mesa de jantar. Ela remexeu nas sacolas que haviam ali e tirou um saquinho de jujubas, começando a comê-las, sorrindo para si mesma.
“Novo namorado, Rizzie?”
Riza ficou vermelha como um pimentão. Sua boca se abriu de espanto, e ela deixou as jujubas caírem em seu colo. Então respirou fundo, fechou os olhos, e os abriu de novo, sorrindo.
“Sim!” Cantou ela. “Sim! Sim! Sim!”
Ela saltou da mesa e rodopiou pela cozinha, agarrando Tristan e o fazendo dançar uma esquisita valsa improvisada junto dela. O rapaz ria verdadeiramente, como há dias não conseguia, e não deixou de perceber a marca vermelha bem na base do pescoço dela.
“Acho que ele realmente deve estar muito íntimo, não?” Zombou ele, tocando a marca de chupão. Riza ficou vermelha de novo, e correu até a geladeira, tirando uma pedra de gelo e a envolvendo num guardanapo, para tentar esfregar a marca até desaparecer. Enquanto ela fazia isso, Tristan fez a massa de panquecas e jogou a primeira na frigideira.
“Mas e aí, eu conheço ele?”
“Não. Eu o encontrei na cidade. Ele quase me atropelou com a moto dele quando eu atravessei a rua distraída e...” Ela sorriu, abrindo os braços. “Então ele me pagou um sorvete, e depois fomos ao cinema e ele me beijou”.
Ela rodopiou mais uma vez, mas o deixou em paz, pois ele a ameaçou com a frigideira cheia de massa de panquecas.
“É o cara mais maravilhoso e lindo deste mundo!” Disse ela, terminando de rodar.
“Ei, estão falando de mim?” Josh entrou na cozinha, rindo alto, e abraçou Riza e a rodou até que ela estivesse tão tonta que precisava se apoiar na mesa pra não cair.
“Eu ouvi falar sobre namorados?” Perguntou o loiro, enfiando o dedo na massa de panqueca e roubando um pouco, apenas para ganhar um tapa de Tristan.
“Riz arranjou um cara” Contou Tristan. “Um do tipo ‘mãozinha’”.
Josh pareceu chocado.
“Uau, Rizze. Não sabia que você estava nesse ponto já. Um mãozinha logo de cara?”
“O que diabos é um mãozinha?” Perguntou a garota, meio assustada.
“Você sabe, aquele carinha legal... Que não consegue parar só nos beijinhos, e já vai...” Os gestos que Josh fazia eram muito mais esclarecedores que suas palavras. Riza fechou os olhos e tapou os ouvidos, ignorando completamente a explicação.
Eve finalmente desceu, os cabelos compridos ainda molhados. Ela trazia um secador na mão.
“Riza? Por que o secador morreu?” Perguntou ela, depois de cumprimentar os amigos.
Riza o enfiou na tomada e apertou alguns botões, nada aconteceu além de uma grande lufada de fumaça preta e um cheiro terrível de queimado. Ela desligou o aparelho e espiou pelo cano.
“Quem foi o imbecil crianção que enfiou algodão dentro do secador?” Perguntou ela.
Tristan largou o fogão.
“Acho que o correio chegou, já volto” Disse ele, saindo rápido da cozinha. Josh levantou também. “Vou ajudar ele... Correio, entende?” E fugiu também.
Riza e Eve bufaram juntas. A garota ruiva parecia ter se acostumado bastante com o mundo em geral, e já se comportava de uma maneira bastante feminina agora. Sua beleza arrebatadora já era comum para Riza, ainda provocava uma certa dose de inveja, mas nada que não pudesse ser superado.
As duas tentaram tirar o máximo possível do algodão do secador, mas não conseguiram fazê-lo voltar a funcionar. Dando de ombros, Eve deixou o aparelho sobre o balcão e sentou-se para comer, atacando as panquecas como sempre. Tristan tinha feito uma porção absurda de comida, talvez esperasse que os amigos viessem para “filar a bóia”.
Riza comeu também, e mostrou o envelope.
“Eve, depois a gente precisa conversar sobre essas coisas aqui.” Ela começou a falar bem alto. “Quando certos covardes estiverem por perto para ouvir também.”
A campainha soou e Tristan atendeu. Conversou um pouco e recebeu o pacote, agradecendo e decidindo que era hora de voltar e encarar as feras. Josh foi com ele, e eles comeram até terem acabado com todas as panquecas, suco e pãezinhos com manteiga.
Riza brigou com eles um pouco, mas não conseguia ficar mais tão brava como antes, com seu coração cantando de felicidade daquela maneira. Então, tentando esconder o sorriso que teimava pairar em seus lábios, ela mandou Josh e Tristan buscarem as ferramentas e darem um jeito no secador. Ela e Eve limparam a mesa e lavaram a louça, enquanto esperavam os garotos. Finalmente Riza foi buscá-los pelas orelhas, e traziam a grande caixa de ferramentas. Josh começou a desmontar o secador, enquanto Tristan, também pego pela morena, começava a limpar as peças que o amigo lhe entregava.
“Certo.” Disse Riza. Então tirou um maço de papéis e anotações do envelope. “Aqui está. Eve, guarde bem todos estes papéis, pois foi bem difícil consegui-los. Esta é sua certidão de nascimento. Como a gente não sabe bem que dia você nasceu mesmo, decidimos colocar dia 16 de Dezembro, um dia antes do aniversário do Tristan, afinal foi quando Josh fez o pedido. Estes aqui são seus outros documentos, título de eleitor, carteira de trabalho. Não vai precisar destes por enquanto, mas são importantes para certas coisas. Aqui também tenho outras coisas...”
Riza colocara os pais de Eve como desconhecidos. Na verdade, era muito esquisito ver um ano tão distante ser colocado como se ela nascera lá. Quantas lembranças e histórias ela teria de fabricar? Sua infância, seus primeiros aniversários, seus colegas da escola... Tudo seria uma imensa mentira que ela teria de decorar. E realmente era, pois Riza colocou diante dela um maço de anotações.
“Esta é sua vida, Eve. Posso imaginar como é terrível contar uma mentira assim, ter de conviver com isso, mas é necessário. Toda a sua vida antes do dia que você nos conheceu nunca existiu, mas você precisa conhecê-la de cor, e saber dizer cada pedacinho com naturalidade. Eu... Eu sinto muito, mas é necessário.” Eve assentiu, séria. “Mas veja pelo lado bom: você tem o resto da vida para ter lembranças de verdade, e com a gente ainda! Você vai ver, Eve, todos esses 16 anos não farão a menor falta daqui a uns aninhos!”
A garota sorriu, alegre novamente, e baixou os olhos para as anotações. Leria tudo aquilo com afinco, até estar tudo na ponta de sua língua.
A morena então decidiu dar continuidade a sua missão.
“Este é um teste de admissão, Eve” Explicou ela. “Como está nessas anotações, você teve até hoje aulas particulares, em casa. Por isso você não tem nenhum histórico escolar. Para entrar na nossa escola, terá de fazer este teste de admissão. É uma prova, bem comprida, que vai testar seus conhecimentos.”
Riza passou dois maços de papéis.
“Estas são provas antigas. Eu quero que você faça as duas, uma hoje e outra semana que vem, e vamos corrigi-las. Se você quer entrar na nossa classe, terá que acertar um bom número delas, e errar algumas. Se você zerar a prova, não entrará na escola, e se você gabaritar... Vai receber um diploma, sem nunca precisar cursar o Ensino Médio. Entendido?”
“Certo.”
Riza então tirou o último papel.
“Este é de verdade, Eve. Não foi falsificado como todos os outros, fora a carteira de trabalho. Ele é uma certidão de emancipação. É um dos documentos mais importantes que você tem. Com ele, você é considerada adulta. Poderá viver sozinha, arrumar um emprego, assinar seus próprios documentos e abrir contas no banco. Sem ele, as pessoas vão precisar da assinatura de seus pais, o que não é possível, enquanto você for menor de idade. É muito importante que você o guarde com cuidado, e depois nós precisamos registrar uma assinatura para você. Vou te ajudar nisso, okay?”
A garota assentiu, agradecendo.
Tristan então rasgou seu pacote, tirando o papel de embrulho que o envolvia, e o estendeu para ela. Era um grande livro, muito grosso, encapado em capa dura e com letras prateadas. Como título, “Eve Bell”.
Era o Manual. Encadernado, muito mais bonito e prático. Ela correu os olhos pelo índice, e sorriu, abraçando o livrão contra o peito.
“Muito obrigada” Disse ela, então plantou um beijo na bochecha do garoto. Tristan tossiu, baixando o rosto, escondendo o quanto estava corado, mas Riza percebeu. Josh terminou de desmontar, limpar e remontar o secador, e o ligou, deixando um jato de ar quente sair. Ele escondera o secador debaixo da mesa, e quando o ligou este se enfiava por baixo da camiseta de Eve, que estava ao seu lado. O forte secador fez a camiseta levantar bastante, expondo a pele lisa e branquinha da garota, e seu sutiã rosa. Tristan e Josh ficaram como que congelados, babando, até Riza arrancar o secador da tomada e expulsá-los para o quintal.
Quando voltou, Eve já fazia a prova de admissão, concentrada.
“Certo.” Disse a morena, escrevendo no alto da prova. “Certo. Certo. E... Certo”.
Ela jogou a prova contra a mesa, e suspirou.
“Você recebeu o diploma sem ir na escola, Eve”. Ela deu um meio-sorriso. “Você acertou a prova inteira, o que, no nosso caso, não é uma coisa tão boa.”
Ela mostrou as questões.
“Você não deve acertar questões dessas, ainda não tivemos essa aula, mas deve acertar essa, que nada mais é que uma introdução ao assunto da outra. E isso aqui deve ser feito assim, e aquele lá...”
A garota se perdeu totalmente em anotações e confusões, tentando acompanhar a fala rápida de Riza e os comentários ocasionais de Josh, que, como castigo, fazia o almoço. Tristan estava lavando a moto de Riza, como ‘recompensa’ por seu olhar babão no caso do secador.
Eve e Riza refizeram a prova, e Eve acertou uma boa parte, mas ainda assim mais que o esperado. Outra rodada de explicações. Na terceira vez, a ruiva pensou que sua cabeça ia explodir.
A Academia Melody de Ensino Médio e Estudos Musicais era imensa, estendendo-se em três prédios largos e baixos, num terreno grande e gramado. As aulas de Tristan, Josh e Riza já tinham começado. Eve estava lá, reunida com mais três pessoas – duas garotas loiras que pareciam gêmeas e um rapaz pequeno e assustado – para realizar o teste de admissão. Haviam reservado uma pequena sala para ela, com apenas quatro cadeiras, fora a mesa do professor. Ela terminou de preencher a sua ficha e a assinou, daquele jeito que Riza e ela haviam concordado e ela havia feito no cartório três dias antes. Os compridos números de seus documentos ela já sabia de cor, mas ainda assim fez questão de conferi-los, evitando algum erro indesejado.
Recebeu a prova. O maço de folhas se parecia muito com os que Riza lhe dera, e até mesmo algumas perguntas eram iguais. Ela começou a fazer, e então repentinamente pensou em estudar ali, e como seria ótimo aqui. Almoçar com os amigos, conhecer novas pessoas, ter aulas (mesmo que os conteúdos destas já estivessem em seu cérebro, graças ao BrainSys), ter lembranças reais para contar. Mas... E se ela não passasse?
O coração bateu na garganta. Repentinamente a prova pareceu muito difícil, e a caneta muito pesada. Será que ela colocara certo os números dos documentos? E se a assinatura estava diferente? E se ela acertasse de menos, ou de mais?
Engoliu em seco. Todo o conhecimento dela secou, e teve de reler cinco vezes a próxima pergunta para conseguir enfiá-la na cabeça. Eve estava sofrendo de um mal pavoroso, o qual já destruíra muitas e muitas pessoas, por todo o mundo. Ela deixou o queixo cair quando se deu conta disso.
“Deu branco”
Riza estacionou na porta da casa de Tristan. Ela realmente queria ver os resultados de Eve e cumprimentá-la, e depois poderia ter o resto do dia para passar com Robert. Ele falara sobre uma lanchonete que abrira perto da casa dele, e ele prometera deixar que ela dirigisse sua moto. Era o namorado perfeito.
Sorrindo, ela abriu a porta da casa, e Eve imediatamente se atirou sobre ela, chorando copiosamente. Levou mais de quinze minutos para a ruiva se acalmar, e ela chorara tanto sobre o uniforme de Riza que agora ela realmente precisava passar em casa para se trocar antes de sair.
Depois de confortá-la longamente, passando a mão nos cabelos dela, e sorrindo ao ver que a menina prendera seu longo cabelo em duas longas mechas, finalmente conseguiu arrancar algumas palavras da menina.
Tristan estava ainda na escola, junto com Josh. Eles haviam ligado para a morena com alguma história de rever os amigos e coisa e tal, mas Riza sabia que eles estariam ali para cumprir o resto da detenção que haviam recebido antes das férias. Era impressionante a memória de certos professores daquela escola.
“O que foi, Eve? Você não passou?”
Eve assentiu com a cabeça, e então negou.
“O que quer dizer?” Perguntou Riza, agora totalmente intrigada.
A ruiva estendeu o resultado, muito amassado e molhado de lágrimas. A nota de sua prova estava ali, assim como algumas anotações do professor que corrigira e o resultado final, se ela fora aprovada ou não.
“Eu...” Começou a menina. “Eu estava fazendo tão bem, e então eu fiquei nervosa e esqueci tudo. E quando eu lembrei como fazia, já estava quase acabando o horário, e eu tinha esquecido quais que eu devia acertar e errar, e eu me confundi e daí eu comecei a ficar mais nervosa ainda e o BrainSys começou a despejar informações pra que eu acertasse tudo, mas eu não podia acertar tudo, e daí...” Ela parou para respirar, finalmente. “Eu fiz... isso”.
Riza olhou para o resultado final.
Eve Bell
Total de acertos: 89
Resultado final: Aprovada.
“Não entendi qual o problema” Disse Riza. Eve bateu com o dedo no final do papel, e começou a fungar novamente.
Matriculada para o 2º semestre do 2º Ano
Eve fungou mais alto.
“Eu vou pro segundo ano, e vocês estão no terceiro! Eu nunca vou poder estudar junto com vocês!"
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
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