Birthday Eve
Capítulo 12
O resgate. O homem de preto. O reboot.
O medo é uma coisa extremamente poderosa. Em alguns, pode transformar sua vida num inferno vivo, em outros pode operar mudanças fantásticas. Em Tristan, o medo deixava uma sensação terrível de falta de ar, e uma pressão anormal na boca do estômago, como se tivesse levado um soco forte o suficiente para derrubar um elefante. Suas mãos suavam profusamente, e o cartão de segurança escorregava pelas palmas encharcadas. Sentia-se sufocado dentro do uniforme roubado, que o suor fizera grudar-se ao seu corpo como uma segunda pele quente demais.
Os corredores da Elder estavam completamente desertos, a exceção de uma única sentinela que fumava distraído perto de uma janela. O cano voou para a mão do rapaz antes que ele sequer percebesse, e derrubara o fumante com um golpe direto na cabeça. O corpo que sobrara estava com um galo muito feio e a respiração calma. O castanho o arrastara até uma das milhares de portas que havia ali e a destrancara usando seu cartão. Era um pequeno escritório atravancado com mais mesas que poderia comportar. O rapaz examinou o leitor de cartões, pensando em alguma maneira de evitar que abrissem a porta depois que ele trancasse o homem desacordado ali dentro.
A máquina nada mais era que uma caixa destacando-se da parede, onde ele enfiava completamente seu cartão, pela parte de cima da leitora. Quando o cartão era reconhecido, a luz na frente da caixinha se acendia, e uma foto surgia na pequena tela acoplada. Ele enfiou a mão nos bolsos, rezando para que encontrasse o que procurava. Dito e feito, tirou uma mão cheia de moedas. Não era uma solução luxuosa, mas serviria.
Enfiou uma moeda de dez centavos pela entrada do cartão. A caixinha acendeu uma luz vermelha e então desligou, travada. Demoraria algum tempo para que conseguissem concertar o dispositivo e abrirem a porta. O invasor sorriu nervosamente, esperava tirar Eve dali antes que alguém arrumasse aquilo.
A voz de Arty brotou diretamente no ouvido dele.
“Uma moeda na leitora. Que garoto mais inteligente. Onde aprendeu isso, na TV?”
“Cala a boca, Arty. Onde eu estou?”
Ele ouviu o barulho de um teclado sendo atacado furiosamente por dedos grossos como lingüiças. Então Arty mastigou lentamente um Doritos antes de falar. Era seu quarto pacote de salgadinhos.
“Avance mais dois blocos e então vire a direita. Você vai encontrar uma escada que sobe e uma que desce. Desça por ela. Eu aviso quando parar.”
Ele assentiu, sabendo que Arty o veria pelas câmeras de segurança que invadira. Sabia que podia confiar no homem, sua imagem jamais apareceria nas telas dos seguranças do depósito.
“Sou o homem invisível” Murmurou para si mesmo. Arty começou a rir do outro lado da linha, em deboche. O rapaz revirou os olhos e se chutou mentalmente. Concentrando-se, encontrou as escadas e começou a descer.
Demorou um bom tempo para Arty interromper sua descida, o avisando de guardas a frente. Dois homens troncudos o encontrariam em instantes. Olhou para os lados, procurando um esconderijo. Havia uma porta a seu lado. Destrancou-a e se enfiou por ela. A sala estava completamente escura, apenas um monitor estava ligado, à distância. Suspirou aliviado quando ouviu os passos dos seguranças sumindo ao longe.
“Quem é você?”
Uma mulher de rosto bondoso estava o encarando. Ela sorriu, preocupada.
“Nunca te vi aqui, você é novo?”
Sem saber o que fazer, ele assentiu com a cabeça. Não ouvira ela se aproximar, e a via parcialmente, pela luz que entrava pela janelinha de vidro da porta que ele mesmo fechara.
A moça boazinha lhe deu outro sorriso.
“Essa área é restrita, você não pode ficar aqui, desculpa” Ela lhe deu um olhar amável. “Mas posso fazer uma pergunta antes?”
Aquilo estava ficando perigoso. Ele deu de ombros e assentiu, sem falar uma única palavra.
Ela encostou uma arma em seu estômago, e a engatilhou com um estalo que pareceu vindo da própria morte.
“Por que você está se escondendo dos seguranças?”
Riza estava saindo do avião. O calor da Espanha a acertou em cheio do rosto, mesmo na época que estavam. Mesmo no aeroporto impessoal já podia divisar as cores e cheiros de sua terra natal. Seus pais se aproximaram, sorrindo. Ela sentiu seu coração se apertar de saudade. Abraçou os dois, e sentiu-se feliz por um único segundo, antes de encará-los.
“Mama. Papa” Disse ela. “Preciso voltar.”
Eles a encararam sem entender. Sua família esperara por ela por dias, estava ali para comemorar o ano-novo com eles!
“Por favor”
E algo no tom dela os convenceu a comprarem uma passagem de volta. Rezando para dar tempo e sentindo-se terrível por ter de abandonar os pais ali sem mais explicações, ela entrou no outro avião.
Seu celular ainda exibia a mesma mensagem, que recebera horas antes, ainda no vôo.
Pegaram Eve. Estou indo atrás deles. -Tristan
Josh estava com o corpo completamente enrijecido das longas horas da viagem de carro. Ao seu lado, sua mãe estava em silêncio, concentrada. Ele conseguira convencê-la a cancelarem a viagem e rumarem rapidamente de volta. Ele examinou seu celular. A mensagem de Tristan estava clara. O segundo torpedo viera com um endereço.
Mas ele ainda não entendia porque tivera de trazer o material que estava a seus pés, dentro da mochila.
O cano acertou a mulher com força anormal, direto no rosto. Ela cambaleou para trás e Tristan pulou sobre ela, derrubando-a e arrancando a arma de suas mãos. Ele apontou o revólver direto para a cabeça dela.
"Você nunca devia ter feito isso” Sussurrou, a voz gelada como um túmulo.
E então a mulher só viu escuridão.
A porta se abriu. Tristan sentia o coração explodindo de medo. Não queria pensar no que acabara de fazer, mas guardou a arma. Agora carregava duas, além do cano manchado de sangue que ele ainda carregava às costas, debaixo da camisa. Arty reclamava em seu ouvido, passando instruções entre um sermão e outro. Finalmente ele conseguiu chegar na porta dupla de aço, como um frigorífico.
“Do outro lado está a Eve, e acredito que mais cinco pessoas. Eles ainda estão torturando ela, acho que estão afogando a garota num barril”.
As palavras só endureciam mais ainda sua determinação. Ele não deixaria aquele lugar sem a garota, e derrubaria quantos fosse preciso para tirá-la de lá. Engatilhou a arma roubada, e segurou o cano com força na mão direita, a que batia mais forte. Então passou o cartão na porta.
E ela continuou trancada.
George tivera de invadir a casa de Tristan. Não fora bem uma invasão, já que ele tinha uma cópia da chave, que Tristan revelara estar enfiada dentro do grande vaso perto da porta, mas não se sentia muito melhor. Ainda mais que a preocupação era evidente em seu rosto, enquanto ele descarregava a grande caminhonete que trouxera. Moveu os móveis da sala para um canto, e a armou a estrutura de alumínio leve que trouxera. Então encaixou nos lugares a grande capa plástica, formando um cubículo transparente de pouco mais de três metros por outros três. Havia uma porta (na verdade, um retângulo cortado do plástico, que se enrolava e desenrolava como a entrada de uma tenda, e manobrou por ela a maca desmontável e os aparelhos.
Trouxera seu próprio gerador, pesado, mas pequeno, e agora o enchia de combustível. Ligou o esterilizador de ar nele, e também o desfibrilador. Sentiu arrepios em ter que usar aquela coisa em Eve, pois nem queria imaginar ter de fazer uma operação mais complicada na garota com apenas os materiais disponíveis, nenhuma equipe e naquela cabaninha abafada que montara no meio da sala.
Entrou na caminhonete e deu a partida. Tinha que buscar mais coisas, e tinha de ser rápido. Ligou o rádio, em busca de notícias e também de alguma música para acalmar um pouco os nervos.
Quando a notícia surgiu, ele já tinha carregado o carro e estava voltando. E quando a notícia terminou, ele tinha batido no caminhão.
Tristan passou novamente o cartão na máquina. A luz vermelha se acendeu. As palavras NÃO AUTORIZADO surgiram na telinha.
“Você pode me dar as permissões para entrar?” Disse ele, no microfone.
Arty suspirou.
“Não posso colocar um novo código no seu cartão sem estar com ele nas mãos. Você precisa de um cartão novo e...”
Tristan disparou dois tiros contra a leitora de cartões, e a porta se abriu imediatamente, parando na metade, como se emperrada.
“Obrigado, Arty” Disse ele, carrancudo. Era o fim de seu elemento surpresa.
Na verdade, não foi. Os cinco homens estavam tão entretidos em afogar Eve que eles foram pegos completamente desprevenidos.
Confiam demais na segurança. Pensou o rapaz. Dois homens avançaram em sua direção, levantando suas armas.
Tristan atirou no primeiro, mais distante, e este desabou no chão, se agarrando ao ombro perfurado e gritando. O segundo foi despachado com o cano de metal, velho amigo, que lhe tirou, entre outras coisas, alguns dentes da boca.
O terceiro homem atirou contra ele, mas Tristan rolou para longe a tempo. Disparou mais uma vez, e errou, acertando uma cadeira. Ficaram os dois em silêncio, imóveis, agachados. Tristan estava parcialmente seguro, atrás de uma empilhadeira abandonada no meio do caminho, e o homem se escondia atrás de uma pilha de caixotes de madeira.
O lugar onde estavam devia ser um depósito das encomendas que a empresa entregava. Era grande, atulhado e muito claro, com dezenas de grandes lâmpadas ligadas em todos os lugares. Tristan percebeu que algumas das lâmpadas estavam ligadas diretamente para as câmeras, impedindo a visão do que acontecia. Isso não tinha importância, imaginou, já que Arty estaria enviando loops para os homens da Elder, mas deveria sair logo dali, antes que alguém encontrasse os desacordados que ele espalhara por ali, junto com as máquinas quebradas de cartões.
O homem ficou impaciente e se mostrou um pouco, tentando mirar. Visivelmente era apenas um segurança comum, e não alguém com grandes treinamentos, já que foi algo muito idiota. O rapaz conseguiu atirar no braço do homem, e esse ficou atrás da caixa, sem a arma, que derrubara a ser atingido.
Tristan levantou, e andou até Eve e os outros dois homens, que estavam reunidos perto do tonel de água. O homem levantou a garota pelos cabelos e a jogou descuidadamente no chão. Ele abriu a boca para negociar alguma coisa.
Tristan descarregou sua arma nele.
Só haviam sobrado 3 tiros, e nenhum fora fatal. O homem simplesmente caíra para trás, enquanto o outro, talvez um médico, já que portava uma maleta e os apetrechos de medicina em suas mãos, fugiu gritando. O rapaz pensou em pegar a outra arma e derrubá-lo, mas decidiu que não valia a pena.
Ele se aproximou de Eve, e viu que a ruiva sangrava pelo nariz, além de ter vários hematomas e a visão turva e distante. Ela devia ter sido surrada algumas vezes, pelos cortes e marcas pelo corpo, e o saco laranja que estava vestindo estava rasgado em vários pontos. O rapaz nem queria imaginar o que faria se descobrisse que eles tinham se aproveitado dela.
Colocou sua cabeça ruiva em seu colo, e sorriu para ela quando os olhos verdes se focaram nele.
“Tristan” Murmurou ela, a voz muito rouca. Água e sangue saíam de sua boca machucada. O coração dele se apertou tremendamente. “Deixa... eu...”
“Não fale, Eve. Vai ficar tudo bem, fique tranqüila.”
Ela tentou levantar seu braço e tocá-lo, mas não conseguiu. Na verdade, mal sabia se aquilo era real ou sonho. Fosse o que fosse, era melhor do que qualquer coisa que já tivera ali.
“Deixa...” Ela tossiu, sentindo o gosto de sangue e a dor terrível. Mas precisava falar, precisava de uma resposta, antes que... “Deixa... eu... ser...”
Ele tinha lágrimas nos olhos, e uma dor terrível no coração.
“Sua?” Então ela sorriu debilmente, os olhos perdendo o foco. “As pessoas se beijam nessa hora, sabia?”
E desmaiou.
O homem de preto aguardava, caído. Tristan se aproximou dele. Havia sangue em todas as suas roupas, e o rapaz percebera que ele tomara um tiro na altura do estômago. Mas ainda assim estava acordado, e sorriu para ele.
Era o homem da cicatriz, percebeu. O homem que fizera o garoto dirigir a noite inteira acordado, que tentara convencê-lo de ser pai da Eve, e que fora algemado na casa. Como escapara?
“Ela é esperta, admito” Resmungou o homem, sangue vazando dos cantos de sua boca. “Ficou de bico calado o tempo todo. Mas você sabe que não tem pra onde ir” Ele riu, de um jeito repulsivo e sangrento. “Você acha que vai ficar com ela pra sempre, rapazinho? Acha que ganhou na loteria, de repente, e que a garota é só sua?”
Tristan sentiu um arrepio com aquelas palavras.
“Você não sabe nada sobre o Projeto Hon.” Ele cuspia sangue a cada palavra, e sua voz enfraquecia. “Não sabe sobre Parakuceruso ou...”
A luz deixava seus olhos. Seu peito subiu derradeiro, e então ele expirou, sangue, saliva, água e palavras venenosas.
“...Leandres...”
E então morreu.
Tristan amarrou Eve às suas costas, usando as mangas que ele rasgara da camiseta que usava. Revistara o corpo do homem da cicatriz, e encontrara poucas coisas. Uma, porém, era importante. Ao redor do pescoço do homem, havia uma plaquinha metálica, como as que os soldados usavam. Tentava não pensar nas palavras do homem, ou na morte que acabara provocando. Sentia-se um assassino. Até mesmo a mulher que o ameaçara ele não conseguira matar, apenas a desacordara e a amarrara, mas agora ele havia tirado a vida de alguém. Foram seus tiros que haviam findado a vida do homem sem nome, que era apenas o homem de preto. O homem da cicatriz falsa, que borrara com o sangue, que saíra nas mãos do rapaz.
Lágrimas se formavam em seus olhos enquanto ele saía da Elder. Usando uma cadeira, quebrara uma janela no térreo e fugira pelo jardim. O peso de Eve era quase inexistente, os jorros de medo, culpa, dor e adrenalina o fazendo escalar o muro em segundos. Agradeceu mentalmente Arty, por ter desligado remotamente o gerador elétrico da cerca, o que o impediu de ser eletrocutado.
Desceu do outro lado, e entrou no carro, arma em punho. Não seria pego numa armadilha qualquer, mas ficou aliviado ao descobrir que ninguém mexera no carro que ele... pegara emprestado.
Colocou Eve no banco do passageiro e ajeitou o cinto de segurança nela, então desceu o banco até ela ficar quase deitada. Entrou pelo lado do motorista, ligou o carro e começou a voltar, lembrando-se de perder algum tempo em longas voltas pela cidade e a estrada, antes de rumar discretamente de volta para sua casa. George não atendia ao celular.
Pararam em frente a casa, chegando juntos. Riza desceu do taxi, tirou suas malas de qualquer jeito do porta-malas e pagou o motorista. Josh desceu do carro e correu para ajudá-la, enquanto a belíssima mulher que era sua mãe se recostava no capô de seu carro.
Com um sorriso nervoso, eles se cumprimentaram. Então entraram pela porta já destrancada, e derem de cara com George, que tentava estancar o sangue da testa com uma grossa atadura.
“Calma, calma!” Disse ele, ao ver os olhares assustados. “Não foi nada, eu bati o carro, só isso. Foi um corte superficial, logo já para e...”
Seus olhos caíram na loura e linda mãe de Josh.
“Ora, Jozua, você não me disse que tinha uma irmã tão linda” Disse ele, repentinamente assumindo sua posição de conquistador. A mulher riu delicadamente, oferecendo-lhe a mão direita.
“Sou Melissa, mãe do Jozua”.
Ele se abaixou numa reverência para tocar a mão da mulher com seus lábios. Os cabelos loiros dela pareciam ouro puro, e seus olhos azuis pareciam feitos de safira. Ela sorriu, e isso tirou o fôlego do médico.
“Eu também não sabia que meu filho tinha um amigo tão encantador” Comentou ela, sorrindo mais ainda.
Josh parecia ter comido lixo, pela cara que fazia, e Riza ficara vermelha dos pés a cabeça, e parecia que ia explodir a qualquer instante.
Um carro parou derrapando, e ralou a caminhonete amassada de George. O homem gemeu levemente, ao ver o novo ferimento em seu querido carro, mas se concentrou ao ver Tristan correr em sua direção com a ruiva no colo. Eles ajudaram a carregar a menina, e entraram no cubículo de plástico montado na sala.
“Fora, todos vocês” Comandou George, tirando a pressão da garota. Examinou seu coração e ouviu seus pulmões. “Ela tem água nos pulmões, e muitos ferimentos. Tristan, me dê aquela caixa...”
E ficaram esperando.
Os olhos de Eve estavam abertos, mas ela continuava completamente estática, deitada na maca. George suspirou, enquanto ouvia atentamente o coração da garota.
“Ela está completamente bem, as marcas sairão em alguns dias. Felizmente ela não foi torturada por muito tempo e nem foi...” Ele parou, engolindo em seco. “Não se aproveitaram dela. Mas não há previsão de quando ela sairá deste estado... catatônico.”
Eles desviaram seus olhos para a ruiva, que continuava encarando o teto sem qualquer reação.
“Liguei para o Arty” Suspirou mais uma vez o médico. “Ele é o melhor para lidar com computadores, e achei que talvez fosse a parte eletrônica dela que estivesse a deixando assim”.
“E aí?” Perguntou Josh, em nome de todos.
“Arty acha que Eve está realizando um reboot” Disse ele.
Riza e Josh viraram imediatamente para Tristan, o que mais conhecia de computação ali.
“Ele quer dizer que ela está reiniciando” Explicou o garoto, cansado. “O BrainSys deve ter sido usado ao máximo, acredito que ela o usou para se distrair da tortura. O sistema entrou em colapso e desligou. Agora ele está ligando, checando se está tudo em ordem e tentando reparar os danos que sofreu. É comum com computadores que sofreram grandes danos.”
“Mas ela vai ficar bem, não é?” Perguntou Riza, assustada. “Ela não vai... Se esquecer da gente, não é?”
Tristan apertou a mão estranhamente gelada da ruiva, e se perdeu em pensamentos, olhando para ela. Em algum lugar de seu cérebro, um computador estaria tentando recuperar-se do trauma que sofrera.
“Não sei” Murmurou. “Eu não sei se vai ser realmente a Eve que vai acordar.”
Josh apertou a mão de Riza, e esta segurou a outra mão de Tristan. George colocou a mão no ombro do loiro, e a preocupada mãe de Jozua tocou suavemente a mão de Eve, a pele tão fria e delicada. Só lhes restava esperar, e rezar fervorosamente.
Para que Eve voltasse para eles.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
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