domingo, 16 de maio de 2010

Capítulo 23

Birthday Eve

Capítulo 23

O começo. Primeiros passos. O super-computador.


Com um último suspiro cansado, Tristan digitou a sequência final e apertou Enter. Um zumbido suave correu por todo o lugar, como se estivesse na barriga de alguma fera medonha, e então a tela a sua frente ligou-se e exibiu... Nada.
Frustrado, ele colocou o teclado no chão e levantou-se da almofada, espreguiçando-se. Estava usando óculos, embora preferisse não o fazê-lo, para conseguir aguentar as horas sem fim diante da tela negra com as letras brancas. Suspirou mais uma vez, e ligou seu celular.
Arty chegou com sua cadeira elétrica, fazendo um ruído baixo do motor fraco, e então sorriu para o garoto, que examinava atentamente uma pilha de lanches naturais embrulhados em plástico. O jovem pupilo parecia muito diferente desde que eles começaram a trabalhar. Ele era, e talvez Arty escondesse aquilo por mais um tempo, um verdadeiro gênio. De pensamento rápido, lógico e desafiador, o rapaz poderia, com mais alguns anos, fazer um projeto daqueles sozinho.
Quem sabe Tristan não poderia completar os sonhos de outro homem?
“E então?” Perguntou.
O castanho desembrulhou um sanduíche e o mordeu com voracidade.
“Quase lá” Disse, de boca cheia. “Minha teoria de caracteres mutantes funcionou, mas parece que as bibliotecas principais encontraram algum conflito com os setores brancos do disco. Mas você tinha razão, quando troquei os canos de resfriamento, a situação melhorou bastante. E os compiladores de tipagem forte rodam nativamente no sistema.”
Arty assentiu, como se já soubesse daquilo.
“As antenas wi-fi e as portas de condicionamento?”
Tristan pegou um grande bloco de anotações que estava ao seu lado e o revisou, mordiscando o segundo sanduíche.
“Antenas instaladas, portas soldadas. O sistema já reconheceu”
Arty examinou sua própria lista.
“Compilador C?”
“Rodando”
“Sistema de gerenciamento de pacotes?”
“Rodando”
“Equalizador gráfico?”
“Rodando”
“Monitores?”
“Instalados, testados e funcionando”
“Bibliotecas de internet?”
“Escritas, compiladas e rodando”
“Bugs específicos de atenção imediata?”
“Em torno de cinquenta”
“Bugs gerais?”
“Mais de cinco mil”
“Falhas no sistema?”
“Uma”
Eles olharam para a grande lousa onde uma equação complexa se estendia. Suspiraram. O núcleo do sistema estava ali, e toda informação passaria exatamente por aquele ponto. Era o desenvolvimento máximo, a obra-prima daquele computador. A Equação de Linearidade Alternada de Dados Mutantes, como Arty carinhosamente a apelidara. As bases eram dele, os módulos foram calculados com a ajuda de um bando de nerds que Tristan conhecia, e os detalhes finais e testes eram do próprio rapaz, e mesmo assim algo ainda faltava. Algo vital.
O celular de Arty zumbiu, e ele olhou o visor, então sorriu largamente.
“Eve e seus amigos estão aí. Querem ver o que já conseguimos”.
Tristan sorriu, e rapidamente deu um fim na bagunça de embalagens vazias, sanduíches mastigados e restos de fios. Arty vagou lentamente até a porta, dando tempo do garoto alisar as roupas e checar seu hálito. Riu baixinho. Era bom ser jovem e apaixonado.
Eve abraçou o homem, assim como Riza. Josh não viera, estava vigiando Sarah, e George devia estar trabalhando nas amostras que Eve lhe dera e em seu manual. A garota exibia uma pequena quantidade de adesivos nos braços, indicando que estivera fazendo exames com o médico. O sorriso dela sumiu ao ver Tristan, mas o brilho de seus olhos ficou ainda mais forte. O homem quase riu novamente. Era bom ser jovem e apaixonado e confuso sobre tudo isso.
“Como vão as coisas?” Perguntou Riza, abrindo espaço no emaranhado de fios e parafusos e colocando uma toalha no chão. Tirou comida das sacolas, e Tristan e Arty começaram a salivar. Comida de verdade!
“Sabia que vocês dois iam sobreviver na base de salgadinhos e fiz alguma coisa de verdade pra vocês comerem.” Ela sorriu, destampando os potes. “Eve fez a sobremesa” Terminou, meio que se desculpando.
A gelatina da ruiva espreitava no fundo da tijela, com um olhar maligno e promessas silenciosas de dor e morte. Tristan a empurrou cuidadosamente para longe dele, sem que a ruiva percebesse. Ela examinava a lousa onde a equação estava ainda misteriosamente incompleta. Murmurava sozinha, como se contasse algo para si mesma.
Tristan levava uma porção de comida caseira à boca quando viu o que a menina fazia. Engasgou e parou, levantando rapidamente.
“Eve! Isso daí é...”
Ele não pôde terminar, pois a garota esfregou a manga da blusa contra a lousa, apagando uma parte da equação. Suas sobrancelhas ruivas estavam unidas numa carinha de concentração, e ela continuava a murmurar, agarrando uma caneta e começando a reescrever aonde apagara.
Arty deixou o queixo cair. Eve murmurava rápido, calculando mentalmente números imensos e variáveis quânticas, apagando e reescrevendo a equação. Sua letra não era redondinha e miúda como antes, mas rápida e meio borrada, na pressa de seus cálculos. Ela estava vermelha de esforço, e suava muito, enquanto seus olhos dançavam com rapidez anormal pela lousa, apagando, escrevendo, riscando e borrando. A manga de sua blusa estava azul de tinta, e a ponta de seu nariz também, mas ela não percebia, enquanto continuava a calcular de cabeça algo que Tristan precisara de três computadores para ajudá-lo, mais um bando de nerds com suas calculadoras científicas.
Ela parou. Então murmurou um pouco mais e fez um barulho de desagrado com a boca.
Apagou mais um pouco, moveu algumas coisas dos lugares, destrinchou alguns números e então adicionou alguns toques pessoais.
“Agora sim” Disse para si mesma, sorrindo. “Bem mais elegante”.
E então caiu sentada.

Tristan digitou os últimos números e checou para ver se copiara tudo certo. Eve comia fartamente, cansada e sem saber exatamente o que fizera. Ela apenas dizia ter lido a equação e ter calculado, e então arrumado os erros que encontrara, como se tivesse corrigido problemas de quinta série, e não equações complexas. Meio que acostumados já as estranhezas da garota, ninguém ligou muito pra isso.
Tristan se deu por satisfeito e apertou Enter.
Uma a uma, lâmpadas por todo o lugar se acenderam. Um zumbido brotou do chão, das paredes e do teto. O primeiro monitor ligou, e então um único caractere surgiu na tela escura.

1

Arty abraçou o pupilo, e eles comemoram animadamente, enquanto Eve e Riza pareciam confusas.
“É só isso?” Perguntou a morena, meio decepcionada.
“Nós levamos semanas para chegar nesse ponto.” Informou Arty. “O número 1 significa que o sistema inteiro está funcionando. Se outra coisa aparecesse, então teríamos de recomeçar. A equação de Eve é perfeita, o sistema já está rodando. Agora, Tristan...”
O garoto foi até o fundo da sala e voltou com uma caixa de plástico. Abriu e tirou uma peça que mais parecia um tijolo achatado de metal. Cinco pinos se projetavam debaixo dele, como dentes de um pente. Arty rodou até a mesa central, de aço escovado, e apertou um botão. Depois de digitar algumas senhas, uma gaveta se abriu na lateral da mesa, revelando apenas cinco buracos alinhados.
Tristan encaixou a peça ali, e apertou mais alguns botões. Com um som sibilante, a gaveta se retraiu e o monitor piscou. Dois teclados surgiram na mesa, vindos de suas entranhas.
“Tristan” Disse Arty, começando a digitar.
“Devices conectados. Módulos conectados. Compiladores rodando. Erros em nível estável, frequência normal, kernel respondendo em velocidade superior ao esperado...” Ele digitava mais rápido que falava, e números e palavras corriam sem parar pelos diversos monitores que começaram a funcionar. Riza e Eve estavam no centro de tudo, completamente perdidas.
“Antenas recebendo faixa de sinal” Disse Arty, também digitando. “Portas estáveis e reconhecidas, bibliotecas rodando, navegadores reconhecidos, pacotes pré-compilados iniciando.”
Todas as telas ficaram completamente negras. E então uma única mensagem piscou.

Deseja iniciar? S ou N

Os dois homens prenderam a respiração. E então apertaram as teclas ao mesmo tempo.

S

A tela piscou, e então uma enxurrada de números, palavras, sequências e comandos surgiu, correndo sem parar pela tela negra. Mais rápidos que o olhar poderia captar, comandos e relatórios passaram, enquanto tudo era extraído, compilado, executado, testado, instalado e começava a rodar. O zumbido aumentou, brotando de todo o lugar, e luzes coloridas piscavam na escuridão. Os monitores pareciam que iam estourar a qualquer instante...
E então terminou.
A mensagem surgiu.

Instalação concluída com sucesso. 51554456434867 aquivos foram instalados com sucesso. 0 arquivos apresentaram erros.

A mensagem desapareceu, e então a tela principal surgiu. Um único número se destacava.

0

Logo ele trocou para 1. Depois para 2. E então parou.
“Isso é bom?” Perguntou Eve.
“É ótimo” Sorriu Tristan, levantando de sua cadeira. “Significa que o sistema está iniciando. Quando ele chegar no número 100, vai estar pronto para ser utilizado.”
“Mas onde está o computador?” Perguntou Riza. “Não estou vendo nenhuma máquina, fios ou algo assim, além dessa bagunça...”
Arty e Tristan começaram a rir.
“Nós estamos dentro do computador, Riza. O computador é o prédio inteiro. São cem metros abaixo da terra, onde começam as instalações e depósitos. Em cada centímetro dessas paredes estão processadores, cabos, núcleos e canos de resfriamento. Por isso esse zumbido, é o sistema rodando. E o processador central está diretamente abaixo de nós, dentro de um globo de titânio.”
“E essa mesa?”
“É apenas a interface. O nosso lugar de trabalho. Tem teclados, monitores, e entradas menores, como a que você viu. Aquilo que eu coloquei era onde estava o sistema para instalar. O CD, por assim dizer”.
“Aquela... Coisa que mais parecia um paralelepípedo era um CD?”
“Sim. Tem coisas muito maiores que aquilo por aqui, principalmente nos andares de baixo”.
“Quantos são?”
“Trinta e dois”.
Elas ficaram realmente impressionadas. Arty investira muito para construir aquilo, embora a maior parte já estivesse meio já pronta.
“Com isso” Disse Tristan. “Estamos na frente de Mallick”.

Eve estava realmente nervosa. Henry e Harry sorriam discretamente para ela, mas aquilo não a confortava nem um pouco. O envelope pardo onde ela guardara seus trabalhos fora descartado, e seus desenhos passavam minuciosamente de mãos em mãos. O Conselho do Clube de Artes a examinava.
Finalmente, o último deles colocou seu trabalho sobre a mesa.
“A técnica é falha” Disse ele, e Eve sentiu seu coração bater no chão. “A garota visivelmente não recebeu jamais alguma instrução sobre arte. Não sabe nada sobre as tendências ou estilos, e pouquíssimo contato já teve com arte real. Sinceramente, ela não sabe nada”
Os outros concordaram, em vozes baixas e pesarosas, fazendo a garota se segurar para não chorar. Era o fim de um lindo sonho.
“Então eu me pergunto” Continuou o presidente do Conselho. “Me pergunto como uma garota que não tem um mínimo de conhecimento prévio sobre arte consegue criar obras desta forma, com tal emoção e equilíbrio. E só há uma única resposta, e ela é clara. Meus amigos, em 50 anos de trabalho neste Clube, eu jamais vi um talento assim. E acredito, como artista, como presidente do Conselho e como membro deste nobre curso, que não existiria sobre a Terra alguém mais tolo que aquele que impedisse essa garota de participar. Pois eu vejo nela não apenas uma artista como as tantas que já passaram por nós. Eu vejo nesta garota uma inspiração para todos os artistas que estão aqui, e para todas as gerações que estão por vir.”
Aplausos entusiasmados, tão estranhos naquela sala séria e com aqueles homens carrancudos, fizeram o presidente sorrir.
“Ao que vejo a senhorita disse que não tem muito dinheiro para pagar nossas mensalidades, não é mesmo?” Continuou ele, olhando a ficha dela. “E precisou fazer um acordo com a escola para conseguir pagar. Pois bem, eu proponho que Eve Bell não precise pagar nada!”
Mais aplausos, mas o sorriso de Eve desapareceu.
“Nós podemos arcar com isso, é claro, o Clube recebe muitas mensalidades e...”
“John” Interrompeu uma senhora idosa, que estava ao lado dele. “Você se esqueceu de perguntar à menina o que ela acha”
“Como assim perguntar? É claro que ela vai aceitar e...”
“Eve, você gostaria de cursar de graça nosso Clube?” Interrompeu a mulher mais uma vez, olhando para a ruiva.
A sala mergulhou em espectativa.
“Eu...” Ela parecia realmente nervosa, e olhava para baixo. “Eu... É claro que gostaria de não precisar pagar nada, mas...”
“Mas?” Incentivou a mulher, sorrindo calmamente.
“Mas não me parece justo.” Disse Eve, levantando a cabeça de repente e a encarando. “Eu não vejo qualquer diferença em mim, não vejo qualquer motivo para ser tratada melhor ou pior que os outros alunos daqui. Eu não tenho muito dinheiro, e acredito que os senhores já estejam fazendo muito por mim ao aceitarem que eu só pague metade das mensalidades, e para mim isso basta. Eu agradeço realmente a oferta, mas não posso aceitar. Eu sinto muito, mas... Mas parece que se eu receber tudo sem esforço... Não terá valor algum. Eu acredito que eu só poderei dar valor ao tudo isso se eu precisar lutar. Se vier de mim, se for de coração. Eu amo pintar, é quando meu coração fica leve e quando o mundo parece simplesmente perfeito. Mas é preciso esforço para pintar, para esculpir ou desenhar. Você precisa de dedicar, estudar, pensar, treinar muito, fracassar mais vezes que se pode contar. Só assim que você vai valorizar a obra pronta, pois ela vai carregar uma parte de você. Seu suor, seu esforço, sua dedicação por ela. Se a coisa é fácil, se ela já está sempre pronta pra você, ela não vai ter essa importância. E é por isso que eu não posso aceitar sua oferta, senhor. Eu sinto muito”.
Ela baixou a cabeça novamente, e a sala mergulhou em silêncio.
O presidente suspirou.
“Você tem razão, Marlenne.” Disse ele. “Ela tem o orgulho de uma verdadeira artista”.
Risos se espalharam pelo salão com a brincadeira, e o clima pareceu mais leve. Eve sorriu levemente, ainda de cabeça baixa.
“Bem, se é assim, eu então vou esperar. Se algum dia precisar de alguma coisa, Eve, me diga”
Vários concordaram e ela os agradeceu com grandes sorrisos e olhos brilhantes. Havia algo naquela garota que fazia, talvez, com que qualquer um pudesse se encantar perdidamente por ela.

Line se aproximou da mesa. O professor a olhou, parecendo perturbado ao ver a figura de maquiagem pesada e sorriso sinistro.
“Modalidade?” Disse ele, um pouco confuso com a aparição desconcertante.
“Música.”
“Dupla, banda ou individual?”
“Banda”
“Nome da banda?”
“Bloodlust Witches”
O homem apertou os lábios em desaprovação, mas cadastrou o nome. A impressora ao seu lado gemeu e cuspiu uma folha.
“Nomes dos integrantes, séries e posições aqui, por favor, entregue amanhã na secretaria, você encontrará um atendente especial lá”.
“Valeu, tiozinho” Provocou a garota, agarrando a folha e saindo rapidamente.
O homem suspirou.
Tristan e Josh surgiram.
“Música. Banda. Midnight Sin. Obrigado”.
O homem pareceu inchar de raiva, mas engoliu as palavras e imprimiu mais uma folha.
“Nom...”
“Valeu, fessor” Cortou Josh, saindo correndo junto do amigo.
O professor colocou a mão na testa. Teria uma dor de cabeça em breve. Devia ter seguido o conselho da mãe, e ter feito Medicina.
“Próximo”
Eve sorriu para ele, e talvez o dia tenha ficado um pouquinho melhor.
“Olá” Disse ela.
“Hum. Hã, modalidade?”
“Pintura, por favor”.
“Apresentação, desafio ou exposição?”
“Exposição”
“Peça única ou galeria?”
“Galeria”
Mais uma folha saiu da impressora já exausta.
“Você terá de pegar uma autorização com sua professora de artes, ela terá uma lista dos locais disponíveis para sua apresentação. Converse com ela, pegue o número de seu canto para exposição. Então leve amanhã na secretaria, há um atendente especial lá. Você terá apenas dois dias para montar a exposição, e 24h para tirar tudo depois do fim do evento.”
“Obrigada”
Paul já estava realmente entediado.
“Tem certeza que eu preciso fazer isso, Juliet?”
A garota sorriu docemente para ele.
“Mas é claro que sim, Paul. Nós combinamos, não é mesmo?”
Ela era uma ótima atriz. Aquela pose de garota inteligente e doce devia lhe custar todo o esforço para mantê-la.
“Ok.”
Eles se cadastraram também e saíram. Clarisse estalou os dedos e um dos rapazes que ela mantinha como “ajudante” providenciou que ela tivesse um bom lugar na fila. Um nerd distraído precisaria de  óculos novos depois daquela cotovelada. Ela e Sarah ocuparam o lugar, enquanto uma das inúteis que as cercavam oferecia-lhes chá e suco.
“Como eu detesto essas filas nojentas” Suspirou Clarisse, enquanto lixava as unhas. “Ficar cercada por essa gente pobre e fedida é o fim”
Sarah suspirou em conjunto, examinando Eve, que conversava animadamente com a professora.
“Clarisse, tem certeza disso?” Perguntou a mais nova. “Eu nunca fiz esse tipo de coisa antes”
“Você vai se dar bem, Sarah.” Tranquilizou a outra, apertando sua mão. “O importante é vencer a ruiva, e é impossível fazer isso na pintura, com aquela professora lambendo o chão por onde aquela vaca pisa.”
“Mas...”
“Eu sei que você consegue” Disse Clarisse, a olhando bem nos olhos. Então sorriu, sinceramente. “Eu estou lá com você, Sarah”
“Mas depois eu...”
“Mesmo assim. Eu vou estar te vendo. Eu já vi o que você consegue fazer. É incrível. Se você quiser, você consegue qualquer coisa”
As duas loiras se abraçaram, sorrindo.
“Já está bom, ok.” Disse Clarisse. “Não quero ser vista por ninguém nessa ceninha ridícula de 'melhores amigas pra sempre'”
“Concordo”.
Elas se separaram, e Sarah enxugou as pequenas lágrimas que se formavam no canto dos olhos.
“Isso vai estragar sua maquiagem, boba” Sorriu Clarisse, embora ela mesma tivesse os olhos vermelhos.
Elas riram, e então deram o passo para frente para lidarem com mais um professor incapaz totalmente atordoado com a beleza delas.

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